Arquivo de ‘e-gov’ Categoria

  • Criando um Governo Mundial da Internet

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    O mynet.gov surge exatamente com essa proposta. A plataforma permite que as pessoas se cadastrem e se tornem cidadãos mundiais da internet de acordo com a constituição definida por eles. A partir daí as pessoas podem se candidatar ou votar em candidatos ao governo ou ao congresso. O sistema já prevê sua forma própria de aprovação de leis, bem como a proposta delas, seja através pelo governo central, pelo corpo de ministro ou pelos cidadãos (veja o vídeo explicativo). Também é possível criar fóruns de discussão no site.

    Me parece uma iniciativa interessante de pensar a governança global, mas não consigo ver a legitimidade que as decisões tomadas ali poderiam ter. Me parece que falta alguma vinculação efetiva com organismos internacionais e/ou governos para que essa iniciativa tenha suas decisões levadas em conta em algum âmbito.

  • Governo Colaborativo da Singapura

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    e-government singapura

    O e-governo de Singapura já foi bem avaliado em alguns rankings mundiais sobre esse tema – como esse das Nações Unidas e esse da WASEDA University – e agora lançou um plano de 4 anos para o desenvolvimento dessa área. O projeto vai de 2011 a 2015 e tem como linha geral “Governo Colaborativo”.

    No site é possível ter acesso a mais detalhes sobre o plano e, inclusive, acessar o pdf completo do projeto. Na página do projeto eles criam três dimensões para construção desse governo colaborativo que almejam: “Co-creating for great value”, “Connecting for active participation” e “Catalysing whole-of-government transformation”. Me pareceu uma forma interessante de abordar a questão, mostrando que há investimento em pensar a questão do e-governo como algo realmente central a toda a estrutura governamental.

    Aliás, toda a página específica do governo de Singapura sobre o e-governo é bem interessante. Conta com muitas informações sobre o tema, inclusive divididas por programas que possam interessar aos cidadãos, aos empresários e ao próprio governo. Me parece que não só há muita informação disponível como ela também pode ser facilmente acessada.

    Fiquemos de olho em artigos sobre níveis de satisfação da população com esse e-governo e/ou níveis de participação do cidadão de Singapura no processo político para ver que resultados ele está efetivamente gerando.

  • Não basta pensar nos cidadãos

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    Pode parecer contraditório com um post anterior (O cidadão como centro), mas não é. Para promover iniciativas efetivas que busquem a participação dos cidadãos nos processos políticos, e sobretudo governamentais, não basta abrir enquetes e fóruns. É preciso um passo anterior a essa busca da opinião e da discussão com cidadãos, que se trata de uma preparação interna da estrutura das organizações políticas para lidar com essa informação.

    Para que a participação seja efetiva, tanto para o cidadão – que passa a sentir que sua opinião tem valor – quanto para as instituições e atores políticos – que podem aperfeiçoar processos e políticas a partir de outro ponto de vista – é necessário que se saiba o que fazer com os inputs recebidos da população. E o caminho que esses dados irão seguir e a importância que eles vão ter não são determinados por um setor específico de comunicação, mas pelo centro do poder político, que passa a ver nesse processo algo importante para seu próprio funcionamento.

    Essas questões me vieram à mente após ler o interessante texto do Simon Burral, que desenvolve mais aprofundadamente essa questão.

  • E-book sobre Governo Eletrônico

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    governo eletronico

    Um ótimo achado desses últimos dias foi o e-book “Governo Eletrônico e suas múltiplas facetas” (dica do    @marquesjamil) publicado em 2010 pela Universidad de Zaragoza, Espanha. Os editores Aires José Rover e Fernando Galindo reuniram textos que abordam tanto aspectos tecnológicos quanto sociais dos e-governos. Temas como transparência, participação, sites governamentais e tv digital são apenas algumas questões abordadas no livro. Merece destaque o texto de Ricardo Sebastián Piana que reúne experiências de governo eletrônico na América Latina.

  • Pesquisa inédita sonda satisfação do cidadão com E-gov

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    satisfaçao dos brasileiros com e-gov

    Uma pesquisa realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) revelou que mais de 90% dos entrevistados está satisfeito ou muito satisfeito com os serviços de E-gov oferecidos pelo governo brasileiro. Porém, 60% dos entrevistados disse que a principal forma de acesso ao serviço público ainda é a presencial.

    Esses dois dados me parecem, de alguma forma, contraditórios. Afinal, uma das coisas que espera-se de um E-gov eficiente é que agilize muitos dos serviços oferecidos pelo Estado pela internet, o que tenderia a diminuir muito a demanda de atendimentos presenciais. Acredito que dois fatores devem ser levados em conta na análise desses dados. Um primeiro seria a falta de parâmetros comparativos das pessoas que responderam à pesquisa, ou seja, o fato de se dizerem “satisfeitos” com o que já foi implementado talvez se deva à falta de conhecimento de possibilidades muito além das que já existem por aqui. Além disso, com certeza a falta de acesso à internet, e sobretudo ao conhecimento mais profundo do uso da internet, ainda afasta muitos cidadãos dessa plataforma, o que ainda gera uma grande demanda de atndimento presencial.

    De todas formas, é uma pesquisa importante de ser feita e, sem dúvida, o acompanhamento dos seus resultados ao longo dosanos pode apontar caminhos interessantes. O download dos dados da pesquisa só pode ser feito mediante o preenchimento de um pequeno formulário, mas vale a pena.