Arquivo de ‘comunicação pública’ Categoria

  • Petições online com muito apoio serão debatidas no parlamento

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    Após um número imenso de visitas no novo site de petições eletrônicas do Reino Unido, que inclusive fez a página sair do ar, a expectativa é o que acontecerá com as petições votadas ali. O líder da Casa dos Comuns, George Young, assegurou que as petições com mais de 100.000 assinaturas seriam debatidas e votadas na casa legislativa. Me parece uma preocupação e iniciativas louváveis, mas a aplicação não parece ser tão simples. Membros do Parlamento já alegam que precisariam de mais tempo para debater essas questões e que o programa legislativo deles seria extenso demais para permitir isso. Outra questão que tem vindo à toda são os temas das petições. Algumas delas contém temas bastante controversos – como a guerra do Afeganistão e as condições do sistema prisional inglês – e tem sido consideradas “out of order”. Essas são apenas algumas das questões que começam a surgir quando uma iniciativa de participação do cidadão é proposta. Se não se supõe uma passagem a um regime de democracia direta, até onde pode ir o poder do cidadão em uma democracia representativa?

    Fonte consultada: guardian.co.uk

  • Senado discute Mídias Sociais

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    Essa semana o Senado realizou o debate “Políticas e Novas Mídias”, com participação de membros da casa e especialistas externos. Sem entrar nos pormenores da bajulação política com o presidente do Senado – que sem dúvida, desvia o foco do debate e empobrece a discussão -, gostaria de comentar um pouco sobre os discursos que ouvi.

    Os membros da casa – ouvi as falas do presidente e do secretário de comunicação – me pareceram terem sim certo interesse na implantação de novas formas de comunicação no Senado, mas não me pareceram ter uma compreensão ampla do que seria esse processo. Por vezes apareceram ideias de que o foco das novas mídias seria a divulgação do trabalho dos senadores, com pouco foco na real valorização da opinião popular. Na verdade, o que ficou claro para mim uma vez mais é que essas iniciativas não vem do controle central, vem de departamentos e assessores de comunicação que conseguem convencer os dirigentes a implantar o projeto.

    O que acontece é que muitas vezes a importância que é vista no projeto está mais na sua atualidade do que na possibilidade real de uma modificação no processo democrático. Isso porque, penso eu, não é possível criar um canal de comunicação efetivo com uma instituição como o Senado apenas através de ações de comunicação. São necessárias mudanças estruturais internas para abarcar esse novo cenário e dar algum sentido real a ele. E mudanças nesse sentido não pareceram estar no horizonte.

    Por outro lado, os especialistas externos, muito conhecedores do ambiente online, de suas rotinas, procedimentos e ferramentas, pouco exploraram as especificidades da aplicação de uma comunicação online a uma instituição pública e representativa tão central quanto o Senado. Se, por um lado, muitas das estratégias e dos princípios do marketing online podem – e devem – ser aplicados a instituições políticas, por outro, se não se compreende profundamente qual o propósito final dessa ação, fica difícil atingir um objetivo significativo. Ou pelo menos significativo em termos de democracia.