Site cadastra políticos comprometidos com a transparência

site ficha limpa

A proposta do site Ficha Limpa é cadastrar políticos que não só atendam à lei, mas que também estejam comprometidos com a transparência das campanhas eleitorais. O site propõe um cadastro voluntário dos candidatos à presidência, aos governos e às vagas do senado e da câmara federal, que ao se vincularem ao site se comprometem a, semanalmente, prestar contas de suas campanhas. Esses documentos são analisados  e apenas após a aprovação o nome do candidato é incluído na lista. Por enquanto há apenas dois políticos cadastrados (ambos candidatos à deputado federal).

Achei a iniciativa interessante, afinal uma das coisas que mais fazem falta nas nossas campanhas políticas é a transparência. Mas lembro a todos que as prestações de contas oficiais dos candidatos estarão disponíveis no site do TSE. E nesse site a participação não é voluntária. O não envio das prestações de contas pode implicar na impugnação da candidatura.

Google lança site sobre as eleições

site google eleições

O google lançou um site específico para reunir informações sobre as eleições 2010 no Brasil. A página mostra um google maps com os deslocamentos dos candidatos à presidência, um canal do youtube para os eleitores enviarem perguntas aos candidatos e um gráfico do Google Insights for Search mostrando a variação do volume de buscas dos nomes dos presidenciáveis. Além disso há um link direto para um google notícias específico sobre as eleições. O sistema permite que se faça a busca segmentando por estado e por candidato (apenas à presidência e aos governos estaduais). Também é apresentado um histórico das eleições em formato google maps permitindo escolher o ano e o tipo de eleição (presidente ou governador) e ver que partido venceu em cada estado da federação.

Monitoramento do twitter de João Henrique

Fui convidada pela PaperCliq para fazer uma parceria no monitoramento do twitter de João Henrique, prefeito de Salvador. Na verdade analisamos não apenas o perfil do próprio prefeito, que escreveu seu primeiro tweet em 27 de abril, mas também as menções ao seu perfil e ao seu nome. Foi uma boa experiência de análise de dados e a riqueza de informações que se pode extrair de um trabalho como esse aponta para a importância que o monitoramento deve ter nas rotinas de comunicação.

[slideshare id=4226551&doc=monitoramentodemidiassociaisnapolitica-joaohenriquenotwitter-marketingpolitico-100522105501-phpapp02]

Mobilização Online

O IS Parade é um aplicativo que simula uma passeata com seu contatos do Twitter. Essa novidade me fez pensar no conceito de mobilização. Enquanto muitos reclamam da dificuldade de reunir pessoas para ir às ruas lutar por melhorias sociais, outros defendem a necessidade de repensar o conceito de mobilização e vinculá-lo também a ações online como assinatura de petições, defesa de hashtags (como a #forasarney) etc.

Não acredito que nem metade das pessoas que falam comigo no Twitter me acompanhariam em uma passeata se eu propusesse isso. Mas, por outro lado, acredito que posso contar com o apoio delas em uma campanha online relacionada a alguma causa de interesse coletivo. E afinal, o que é mobilização, então?

Eficácia de campanhas online

A internet já é parte da vida de milhares de pessoas, isso é fato. Mas qual o real impacto disso na política? Ou melhor, qual o impacto real disso na forma de votar?

Todo político, ou pelo menos a maioria, quer ter um site, um blog, um twitter. E nenhum assessor de comunicação, espero eu, terá a audácia de dizer: “não faça porque isso não importa”. Mas qual o resultado disso? Uma relação mais próxima com o cidadão, mais transparência e participação, aumento do alcance da mensagem. Fazemos monitoramentos e mostramos tudo isso a nossos clientes e empregadores. Aumenta-se o número de visitantes, de seguidores, de comentários, de replys, mas e os votos, aumentam também?

Eu quero deixar claro aqui que não sou uma simples pragmática que acredita que o único propósito das ferramentas online é o voto, pelo contrário. Acredito que a comunicação online pode ajudar, de muitas formas, o fortalecimento da democracia. Mas encarar a questão do voto também se faz necessário.

Eu acredito que as relações contruídas a partir das redes sociais têm sim um importante papel no fortalecimento da imagem político, no sentido de pertencimento e que, portanto, se bem trabalhadas, afetam sim a quantidade de votos. Mas também precisamos relativizar essa importância.

Uma matéria publicada no Observatório da Imprensa no dia 07 deste mês [que, aliás, foi o que motivou esse post] considera que o grande astro das últimas eleições na Inglaterra foi a televisão. Notícias como essa são importantes não para descredibilizar a internet como mecanismo de conquista de votos, mas para nos ajudar a enxergar a real dimensão e complexidade de uma campanha política. Uma única ferramenta, por mais eficiente e inovadora que ela possa parecer não é capaz de dar conta da totalidade desse processo e pensar de forma unicista me parece um equívoco.

Como pensar marketing político na prática

Essa semana o Sol Políticos publicou um texto retirado do Gestiopolis que, entre outras coisas, lista 10 passos do marketing político. Não se trata de um estudo aprofundado, nem exaustivamente detalhado do processo, mas acredito que suas linhas gerais sirvam para começar a pensar uma estratégia de marketing político, tanto online quanto offline.

Para demonstrar a utilidade desse guia e fazer um pequeno exercício profissional, publicarei uma série de postagens sobre cada um dos passos indicados no texto. Vejam quais são eles:

1. Conocer el mercado, las opiniones y percepciones, los lamentos y los dolores actuales, así como las aspiraciones concretas.

2. Dividirlo en mercados-meta diferentes y conformar segmentos.

3. Conocer las fortalezas intrínsecas del candidato -que sean claramente diferenciadoras (aquí entra el análisis de competencia).

4. Detectar el momento político, por ejemplo algunos de los actuales giran sobre la seguridad, la crisis económica crónica, falta de una visión-país, ausencia de espíritu patrio y pobre autoestima nacional.

5. Elaborar propuestas de un posicionamiento central que englobe las fortalezas diferenciadoras del candidato, tome en cuenta dolores y aspiraciones del mercado y el momento político.

6. Pruebas, sondeos y experimentos para validar el posicionamiento propuesto.

7. Definición y adecuación del posicionamiento afinado a los segmentos.

8. Planeación de medios.

9. Lanzamiento de campaña.

10. Monitoreo y retroalimentación.

Tyranobook: rede social para tiranos

Saiu hoje no El País uma notícia sobre uma rede social com perfis de tiranos. Criado com nítida inspiração no Facebook, o site de rede social é uma iniciativa da ONG Amnistia Internacional – Portugal em conjunto com a agência publicitária Leo Burnett Iberia. O objetivo dos criadores é que o site funcione como uma ferramenta de vigilância dos líderes mundias que mis atentam contra os direitos humanos. Os perfis dos tiranos serão atualizados pela própria Amnistia Internacional, mas é possível criar perfis individuais e escolher que políticos deseja fiscalizar.

Me parece uma iniciativa interessante, só estou curiosa para ver como vai se dar essa interação entre perfis pessoais e perfis mantidos pela própria Amnistia. Será que vai dar certo?

10 perfis sobre Comunicação e Política no Twitter

Um dos usos mais proveitosos do Twitter pra mim é aumentar meu contato com fontes diversas de informação sobre comunicação e política. Comecei a pesquisar e não achei fácil. Encontrei poucos  perfis que falam especificamente sobre o tema e menos ainda com atualizações constantes. Mas, juntando daqui, juntando dali até que dá pra fazer uma lista de referências. Segue abaixo meus achados:

@gil_castillo – Publicitária, Consultora de Marketing Político.

@mktpol – Twitter do Blog MarketingPolitico.com, editado pela Publicitária e Consultora Política Gil Castillo (@gil_castillo).

@willgomes – Doutor e pesquisador em Comunicação e Política.

@_gugafleury – Jornalista, Escritor, Professor e Consultor Político. Autor do livro Eleições 2008. O Brasil e o Efeito Obama.

@Eleicoes2010_ – Todas as notícias sobre as eleições desse ano.

@ChicoSantaRita – Jornalista,Publicitário, Marketing Político.

@jfernandes_ba – Jornalista e publicitário especializado em marketing político.

@marthagabriel – Autora dos livros “Marketing de Otimização de Buscas na Web: Conceitos, Técnicas e Estratégias” e “SEM e SEO – Dominando o Marketing de Busca”. Especialista em Marketing Político.

@efeito_obama – Um espaço dedicado para discutir o uso das novas mídias na política.

@camilo_aggio – Doutorando POSCOM-UFBA. Estuda Campanhas Online.

Pra quê Twitter?

O crescimento do Twitter como ferramenta de comunicação e informação há muito já chegou à política. Já não é pequeno o número de políticos que têm perfis no microblog, mas me parece que ainda não há uma compreensão ampla da utilidade desta ferramenta. Sinto que se criou uma aura de “todo político precisa ter twitter”, que fez com que realmente muitos deles passassem a ter, porém acredito que a maioria deles, e até mesmo de suas assessorias, não seriam capazes de enumerar 3 razões para manter esse perfil.

Para começar, o perfil de um político no Twitter serve para a função básica de divulgar informações. Assim como sites, blogs e boletins, o Twitter permite que você torne uma informação disponível. Contudo, diferente de outras ferramentas, o fato de você ter uma rede de relações tende a amplificar o alcance dessa informação.

Porém, usar o Twitter só para divulgar informações é pouco. Uma das mais interessantes perspectivas trazidas pela ferramenta foi a possibilidade de comunicação direta com o cidadão. Ouvir críticas, responder perguntas, justificar erros são parte importante do processo de estabelecimento de uma comunicação multilateral. Isso ajuda a aproximar políticos e cidadãos, o que tende a fortalecer a democracia.

Essas utilizações do twitter têm sido bastante comentadas, apesar de nem sempre utilizadas. Contudo, no meu trabalho com esse uso político do Twitter tenho percebido mais duas vertentes de uso menos alardeadas. A primeira delas é a comunicação direta com formadores de opinião, sobretudo jornalistas. Qualquer pessoa que já trabalhou em redação sabe o quanto os e-mails ficam lotados com sugestões de pautas e eu tenho usado o Twitter como uma alternativa a isso. Costumo mandar as sugestões de pauta por reply ou direct message e tenho obtido uma boa resposta.Os jornalistas parecem mais receptivos nesse ambiente a têm a possibilidade de rapidamente apurar a pauta ali mesmo.

E a outra possibilidade que acredito que seja pouco comentada é a de articulação política entre os próprios políticos. Muitas vezes eles têm atuações semelhantes, mas em lugares tão distantes que nunca tomaram conhecimento dos respectivos trabalhos. E através do Twitter é muito mais conhecer um projeto interessante que foi feito no Amapá e que pode também ser implementado em Fortaleza. Acho que precisamos pensar política menos como eleição e mais como qualificação das atuações durante os mandatos. E nesse sentido esse uso pode ser bem interessante.