Archive for October, 2011

  • Estudo analisa o Observador Político

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    A Medialogue acaba de lançar o estudo “15 razões de sucesso de um canal digital político” em que analisa a iniciativa do Observador Político. Essa rede, anunciada e divulgada pelo PSDB, mas que curiosamente se declara apartidária, vem reunindo um número considerável de pessoas em torno da discussão de variados temas políticos. Com uma boa mediação e conteúdo sempre atualizado, ela tem sido uma boa fonte de informação e discussão política no país.

    O relatório traz dados interessantes para qualquer pesquisador e interessado na área de democracia digital e aponta os quinze pontos que considera cruciais para o sucesso da rede. Eu, particularmente, discordo das categorias de pluralidade e diversidade de opiniões, que levam em conta muito mais a quantidade de pessoas/posts envolvidos do que posições políticas em si. É perceptível que a rede se destina e é ocupada majoritariamente por like-minded, ou seja, aqueles que pensam de forma semelhante, nesses caso, digamos, aqueles mais próximos ao discurso psdbista. Contudo, isso, sem dúvida, não tira a relevância democrática da iniciativa, ela apenas precisa ser vista e identificada como tal.

    Enfim, vale a pena acompanhar a iniciativa e as análises. Em breve mais material sobre o assunto.

  • Agendamento e Twitter: um estudo exploratório

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    Apresentei recentemente no SimSocial um artigo sobre a teoria do agendamento pensada a partir do papel dos sites de redes sociais. Fiz um estudo considerando os temas que as pessoas acham mais relevantes, aqueles mais citados no Twitter e os mais noticiados por dois sites de notícias. Os resultados mostram que não há mudanças absolutas no processo de agendamento, mas apontam diferenças interessantes entre os temas que aparecem nos sites e aqueles que são citados no Twitter.

    Acima, a apresentação que fiz sobre o assunto e o artigo completo pode ser visto aqui.

  • Proibidos de Votar

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    Uma iniciativa paraense se propõe a fiscalizar as ações dos vereadores de Belém. A plataforma Proibidos de Votar pretende ser um espaço colaborativo onde as pessoas possam postar informações de diversos tipos – escritas, em áudio ou vídeo – sobre seus representantes no executivo local. A iniciativa está em fase inicial, mas já conta com um manifesto e um vídeo postado. A discussão que se sucedeu à postagem é bastante interessante e conta com vários pontos de vista sobre a política local. Vale a pena acompanhar.

  • O que o cidadão pode fazer na web

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    Hoje encontrei uma apresentação muito interessante sobre oportunidades e ideias de iniciativas que os cidadãos podem ter no ambiente online para monitorar e acompanhar o sistema político e resolver pequenos problemas do dia-a-dia. A apresentação foi feita pensando em startups cívicas, mas acredito que ela possa ajudar os cidadãos em geral a conhecer iniciativas que já existem e refletir sobre como podem agir.

  • Política 2.0: como estão os vereadores de SP na web?

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    A Medialogue Digital divulgou na semana passada um relatório sobre a presença digital dos vereadores de São Paulo. O material contém muito material sobre uso de sites de redes sociais, site e emails de contato dos políticos. Não se propõem a fazer um ranking que destaque o que é mais ou menos importante para um político que use essas mídias, mas traz muitos dados que podem embasar futuras análises.

    O conteúdo está disponível na íntegra no site da Medialogue e tem licença Creative Commons.

  • O que cria e sustenta uma participação ativa?

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    Uma pesquisa qualitativa feita na Inglaterra averiguou como e porque se dão os processos de participação. O estudo foi feito em três diferentes áreas – uma urbana, um subúrbio e uma rural – e fez entrevistas em profundidade com 101 pessoas. Metodologicamente, eles analisaram três tipos de participação: a participação social – que seria o envolvimento do indivíduo em atividades coletivas -, a participação pública – que seria o envolvimento do indivíduo com instituições da democracia – e a participação individual – que seriam as ações individuais das pessoas para construir o mundo que desejam.

    O estudo durou dois anos e meio e foi financiado pelo Big Lottery Fund e conduzido pelo National Council for Voluntary Organisations (NCVO)em parceria com o Institute for Volunteering Research (IVR) e o Involve. É possível ter acesso a um relatório executivo e a um relatório completo do projeto.

  • Site de rede social para acadêmicos

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    No início, apesar de achar a ideia muito boa, não coloquei muita fé que ia dar certo, mas parece que me enganei. Semana passada recebi mais de 20 notificações da Academia.edu sobre pessoas querendo ser meus amigos ou seguindo meu trabalho. Essa rede tem objetivo de integrar a comunidade acadêmica, então é possível não apenas construir um perfil público como também adicionar publicações próprias, interesses de pesquisa palavras-chave do seu trabalho. A relação com as outras pessoas pode ser de “colegas de departamento” ou apenas de “seguir o trabalho”, o que lhe permite ver na sua timeline as ações da pessoa na rede.

    Me parece uma iniciativa bastante interessante e como já tem bastante gente usando – que, afinal, é básico para o sucesso de qualquer mídia social -, acho que vale a pena testar.

  • Criando um Governo Mundial da Internet

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    O mynet.gov surge exatamente com essa proposta. A plataforma permite que as pessoas se cadastrem e se tornem cidadãos mundiais da internet de acordo com a constituição definida por eles. A partir daí as pessoas podem se candidatar ou votar em candidatos ao governo ou ao congresso. O sistema já prevê sua forma própria de aprovação de leis, bem como a proposta delas, seja através pelo governo central, pelo corpo de ministro ou pelos cidadãos (veja o vídeo explicativo). Também é possível criar fóruns de discussão no site.

    Me parece uma iniciativa interessante de pensar a governança global, mas não consigo ver a legitimidade que as decisões tomadas ali poderiam ter. Me parece que falta alguma vinculação efetiva com organismos internacionais e/ou governos para que essa iniciativa tenha suas decisões levadas em conta em algum âmbito.