Archive for June, 2011

  • Relatório sobre uso da Internet nas eleições de 2010

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    A pesquisa é de janeiro, mas confesso que só tive acesso a ela ontem. Apesar de tratar apenas da realidade americana, a pesquisa traz dados demográficos daqueles que usam a internet para fins políticos bem como os tipos de uso mais comuns. É possível encontrar também a divisão por partido – nesse quesito, o uso não apenas cresceu mais se tornou mais homogêneo entre democratas e republicanos. Alguns dos gráficos trazem comparações com a pesquisa realizada após as eleições de 2008, o que permite acompanhar a evolução de alguns quesitos. A pesquisa foi realizada pela Pew Internet, instituição bastante reconhecida na realização desse tipo de trabalho, e está disponível em PDF.

  • Crie seu índice de qualidade de vida

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    A OECD (Organization for Economic Co-operation and Devellopment) lançou a “Better Life Iniciative” que, à primeira vista, pode parecer mais um índice de qualidade de vida comparativo entre países. Mas essa iniciativa tem uma característica particular, o usuário pode escolher o peso de cada um dos 11 itens que compõem o índice. É uma forma interessante de refletir sobre o que é qualidade de vida para você e como é o desempenho dos países nos quesitos que lhe parecem mais fundamentais.

  • Senado discute Mídias Sociais

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    Essa semana o Senado realizou o debate “Políticas e Novas Mídias”, com participação de membros da casa e especialistas externos. Sem entrar nos pormenores da bajulação política com o presidente do Senado – que sem dúvida, desvia o foco do debate e empobrece a discussão -, gostaria de comentar um pouco sobre os discursos que ouvi.

    Os membros da casa – ouvi as falas do presidente e do secretário de comunicação – me pareceram terem sim certo interesse na implantação de novas formas de comunicação no Senado, mas não me pareceram ter uma compreensão ampla do que seria esse processo. Por vezes apareceram ideias de que o foco das novas mídias seria a divulgação do trabalho dos senadores, com pouco foco na real valorização da opinião popular. Na verdade, o que ficou claro para mim uma vez mais é que essas iniciativas não vem do controle central, vem de departamentos e assessores de comunicação que conseguem convencer os dirigentes a implantar o projeto.

    O que acontece é que muitas vezes a importância que é vista no projeto está mais na sua atualidade do que na possibilidade real de uma modificação no processo democrático. Isso porque, penso eu, não é possível criar um canal de comunicação efetivo com uma instituição como o Senado apenas através de ações de comunicação. São necessárias mudanças estruturais internas para abarcar esse novo cenário e dar algum sentido real a ele. E mudanças nesse sentido não pareceram estar no horizonte.

    Por outro lado, os especialistas externos, muito conhecedores do ambiente online, de suas rotinas, procedimentos e ferramentas, pouco exploraram as especificidades da aplicação de uma comunicação online a uma instituição pública e representativa tão central quanto o Senado. Se, por um lado, muitas das estratégias e dos princípios do marketing online podem – e devem – ser aplicados a instituições políticas, por outro, se não se compreende profundamente qual o propósito final dessa ação, fica difícil atingir um objetivo significativo. Ou pelo menos significativo em termos de democracia.

  • Governo Federal planeja Portal de Participação Popular

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    Segundo matéria da Carta Maior (via Vi o Mundo), o Governo Federal finalmente está atentando para os cidadãos que não fazem parte de organizações sociais e planeja para 2012 um Portal de Participação Popular. O projeto seria desenvolvido pela Secretaria Geral da Presidência e já constaria no planejamento estratégico desse ano. Segundo Ricardo Poppi, responsável pelo projeto na Secretaria Nacional de Articulação Social (vinculada à Secretaria Geral da Presidência), o projeto pretende ser um espaço de consulta pública permanente, como uma ágora grega virtual.

    Vamos esperar que o projeto realmente se realize e de maneira a realmente aproximar as pessoas dos processos de decisão política.

  • PoliTICs 09 – Resistência ou Rendição

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    Está no ar o número 09 da revista PoliTICs. A publicação é direcionada para temas na interface da política com as novas tecnologias da informação e comunicação e, nesta edição, trata de processos de resistência nos países árabes, na américa latina e no próprio cotidiano. São 06 artigos no total, mas destaco o do professor André Lemos, da UFBA, que trata do uso das mídias sociais nas recentes revoluções árabes.

  • Pensando a democracia

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    Tenho cada vez mais me dado conta da importância de pensar a sociedade de uma forma geral para entender fenômenos específicos. É claro que todos temos nossas áreas de interesse e nossos objetos de estudo, mas eles fazem parte de uma realidade social, econômica, histórica que precisa ser levada em conta. E pode ter certeza, seja lá o que for que você estude, alguém já escreveu algo que pode lhe servir.

    Portanto, minhas dicas hoje vão no sentindo de entender de forma mais ampla o que é a democracia, por quais transformações ela passou e para onde ela estaria indo. Acredito que dois livros são interessantes nessa compreensão – apesar de existirem muitos outros que tratem do tema. O primeiro seria “Mudança Estrutural da Esfera Pública”, de Jürgen Habermas, onde ele analisa as mudanças sociais e sua influência no funcionamento da Esfera Pública enquanto âmbito central para o desenvolvimento da democracia. O segundo seria “O Futuro da Democracia”, de Norberto Bobbio, que procura fazer uma análise entre o ideal democrático e sua concretização, identificando algumas “promessas não cumpridas” da democracia.

    Ambos os livros são de leitura razoavelmente fácil. O Futuro da Democracia está disponível online em português, já o livro de Habermas, consegui achar apenas em inglês (é preciso estar logado para baixar).

  • Blog Comunicação e Política

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    Já está no ar há pelo menos dois meses o blog Comunicação e Política, que reúne pesquisadores de todo o Brasil relacionados ao tema. O objetivo do site é reunir textos sobre questões atuais, bem como informações sobre eventos e publicações da área. Temos conseguido publicar posts de boa qualidade sobre diversas áreas de interface entre a comunicação e a política, inclusive com diversas abordagens teóricas. A parte eventos e periódicos também está bastante atualizada. É uma boa fonte para quem quer publicar sobre o tema.

  • Não basta pensar nos cidadãos

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    Pode parecer contraditório com um post anterior (O cidadão como centro), mas não é. Para promover iniciativas efetivas que busquem a participação dos cidadãos nos processos políticos, e sobretudo governamentais, não basta abrir enquetes e fóruns. É preciso um passo anterior a essa busca da opinião e da discussão com cidadãos, que se trata de uma preparação interna da estrutura das organizações políticas para lidar com essa informação.

    Para que a participação seja efetiva, tanto para o cidadão – que passa a sentir que sua opinião tem valor – quanto para as instituições e atores políticos – que podem aperfeiçoar processos e políticas a partir de outro ponto de vista – é necessário que se saiba o que fazer com os inputs recebidos da população. E o caminho que esses dados irão seguir e a importância que eles vão ter não são determinados por um setor específico de comunicação, mas pelo centro do poder político, que passa a ver nesse processo algo importante para seu próprio funcionamento.

    Essas questões me vieram à mente após ler o interessante texto do Simon Burral, que desenvolve mais aprofundadamente essa questão.

  • Mídias Sociais e Eleições 2010

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    Com muito atraso, mas antes tarde do que nunca, publico aqui o link para o e-book Mídias Sociais e Eleições 2010, organizado por mim, pelo Ruan Carlos e pela PaperCliQ. A publicação foi lançada no início de maio em uma edição especial do Papos na Rede. Já falei muito sobre ele em posts anteriores, então não vou me alongar sobre o conteúdo, mas ficarei feliz de receber comentários e impressões sobre o e-book.

  • O cidadão como centro

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    Falando em participação, a província canadense de British Columbia produziu um material interessantíssimo sobre estratégias tecnológicas para o serviço público. O documento procura analisar as possibilidades desse novo contexto a partir da perspectiva do cidadão, das suas formas de acessar serviços públicos, poupar tempo através de mecanismos online e participar do processo político.

    Apesar de uma abordagem um tanto utilitarista da participação, o documento traz pontos interessantes para refletir sobre as possibilidades que o contexto online traz. É preciso, no entanto, ter sempre em mente que apesar de uma prestação de serviço eficiente ser essencial por parte de um governo, participação é muito mais que isso. Não se trata de participar apenas em estruturas já pré-estabelecidas, mas de possibilitar a participação dos cidadãos na própria conformação dos processos e decisões políticas.

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